CINESIOLOGIA DO JOELHO


Cinesiologia do joelho na dança do ventre


Nosso foco é abordar um pouco a fisiologia do movimento do joelho na dança do ventre. Em qualquer atividade física quando temos os movimentos das pernas em prefeito estado, o joelho é elemento primordial de atividades corriqueiras como levantar da cadeira subir uma escada ou abaixar para pegar uma caneta no chão. Muitas vezes esquecido e mal cuidado esse elemento tão importante e do movimento recebe esforços extras quando se fala em dança muito mais quando se menciona a dança do ventre. Inúmeros movimentos são realizados e com esforço redobrado quando se menciona os shimmies, tremidos, agachamento e são violentamente agredidos nas chamadas “quedas turcas”.

Ainda assim pouco se fala dos joelhos nas salas de aula e algumas vezes ouvem-se comentários pouco esclarecedores quanto ao seu uso e os cuidados necessários havendo quem o proíba ou restrinja seu uso sem uma explicação plausível, principalmente limitando sua amplitude em 90° de flexão dos joelhos. Jamais devemos esquecer que nossas estruturas musculares e articulares adaptam-se de forma extremamente específica aos movimentos. Por exemplo, indivíduos que utilizam amplitudes muito curtas podem se lesionar em uma atividade cotidiana pelo simples fato de não treinar um determinado ângulo de movimento.

Mas em relação ao ângulo de 90º expor de forma clara e natural que com amplitudes superiores pode haver lesão da patela e que flexões até 60º não comprometem significativamente os ligamentos cruzados anteriores das pernas seriam bem entendidas pelas praticantes da arte da dança do ventre. 
Deve-se lembrar, no entanto, que da mesma forma que a compressão excessiva pode ser lesiva para meniscos e cartilagens, elas têm um papel importante na estabilidade dos joelhos, isso quer dizer que exercícios de força como o agachamento, por exemplo, são importantes para manter a estabilidade dos mesmos. Além disso, deve-se estar se atento a aplicação correta dos movimentos da dança para a preservação dos joelhos, de suas articulações e cartilagens para se manter uma performance correta e duradoura. Os professores devem estar atentos à posição da coluna e o direcionamento correto dos joelhos no que se referem a giros, tremidos e na hora do deslocamento para se evitar lesões que no momento podem parecer insignificantes, mas que geram grandes transtornos de tratamento para as alunas lesionadas. Cuidados devem ser feitos para que a praticante não perca a “energia do movimento”, ou seja perder a força muscular na hora do movimento pois, desta forma, as tensões que deveriam estar sobre a musculatura, irão se incidir nas estruturas articulares do joelho.

Apesar de alguns autores se referirem ao ângulo de 90º como um mito, sabe-se que algumas pessoas não tem problemas ao exceder esse parâmetro porém o fazem após alguns testes de controle coisa que não ocorre em academias de dança em geral, por isso deve-se mantê-lo como nível de segurança.
Os casos graves de lesões de joelhos em bailarinas (os) se devem em sua grande maioria a 4 fatores que devem ser considerados pelos profissionais do setor. O primeiro deles é o overtrainig, ou seja, o excesso de aulas, treinos e ensaios dos profissionais e alunos , segundo técnicas de dança mal orientada e mal executada, terceiro alunas em situação de sobrepeso e por último, ângulos de movimentos inadequados (joelhos flexionados inadequadamente e com uso incorreto da musculatura).




Matéria : Professor Carlos Crede
02/05/13